CONTRIBUIÇÕES

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

TEXTO - CONHECENDO A JESUS PARA UM VIVER RENDIDO A DEUS E MOLDADO POR SUA IMAGEM REVELADA EM CRISTO 4

CONHECENDO A JESUS PARA UM VIVER RENDIDO A DEUS E MOLDADO POR SUA IMAGEM REVELADA EM cRISTO

Jesus: a plena revelação de deus aos homens
1.      Antigamente, muitas vezes e de muitas formas, Deus falou aos pais, pelos profetas. 2. Nos dias finais, nos falou no Filho

Em nosso último sermão, começamos a ver que Jesus é apresentado dentro de um contexto profético, e que tal descrição estava de acordo com as expectativas messiânicas da época, visto que Israel aguardava que seu messias fosse, de fato, um profeta também.
Também observamos que esta expectativa profética é normal e percebida em todas as religiões, pois os homens almejam, pela natureza da imago Dei neles, ouvir e serem orientados por Deus, ainda que se afastem do verdadeiro Deus por causa dos seus pecados, e busquem formas vazias de revelação para seus corações confusos e perturbados num mundo caótico.
Por fim, vimos que a expectativa profética era percebida pelo escritor de Hebreus e que era necessário trabalhar com ela para apontar para a verdade sobre o sacerdócio de Jesus, algo que parecia absurdo para os judeus (e ainda parece), quando olham para as características sacerdotais que o messias deveria ter e as mesmas não são encontradas em Cristo.
Diante destas constatações, observamos que a introdução que o escritor de Hebreus faz ao livro é extremamente importante, pois inicia apontando não somente para a pessoa de Jesus mas também para aquilo que ele representa. Neste caso, a primeira afirmação, Deus nos falou no filho, aponta para o fato de que Jesus é a plena revelação de deus, o que implica que toda a verdade está ancorada nele.
Porém, como observamos também, a revelação plena de Deus em Cristo não está ancorada em alguma experiência mística experimentada por Jesus que o tenha levado a algum tipo de entendimento de ser ele algum ser especialmente chamado para uma missão; também não está ancorada no personalismo de sua santidade, piedade e sabedoria. Ou seja, para o escritor de Hebreus, a resposta sobre a verdade em torno do sacerdócio e do messianismo não encontram resposta em Jesus por ser ele Jesus, mas porque ele é o ponto final, pleno e suficiente de um processo histórico-salvífico de revelação iniciado muito antes dele mesmo, Jesus. Daí porque o escritor sagrado diz: “antigamente Deus falou...”
Desde o início de sua criação, o Senhor já falava direcionando tudo para o seu Filho bendito, e assim, a verdade que se encontra em Jesus não dependia de provas místicas nem mesmo de uma personalidade forte e convincente. Bastava olhar para o registro da revelação que vinha desde o Antigo Testamento até encontrar em Cristo sua plena revelação. É por isso que após a ressurreição, o Senhor Jesus passou a mostrar, claramente, como toda a Escritura (ou seja, o Antigo Testamento naquele momento), dava testemunho dele (Lc 24.32;44).
Na construção de seu argumento para estabelecer que Jesus é a revelação final, plena e suficiente de Deus aos homens, estando nele toda a verdade sobre todas as coisas, inclusive o ponto de entendimento do seu próprio sacerdócio, o escritor de Hebreus traça uma linha consistente com várias teses.
De início nos lembra que ao longo de todas as eras Deus sempre fez conhecida a sua palavra. É neste sentido que devemos interpretar a frase “antigamente Deus falou”. Donald Guthrie nos lembra que esta afirmação/tese implica, diretamente, na idéia de que aquilo que será exposto no texto não tem relevância nenhuma para aqueles que não acreditam no fato de que Deus não nos deixou na ignorância do seu ser e sua vontade ao longo da história. Quem não crê que Deus tenha falado ao longo das eras não terá nenhum proveito com a verdade plena que se encontra em Jesus (Hebreus: Introdução e Comentário, p.57, Editora Vida Nova).
Isto nos ajuda a discernir um ponto muito importante para a nossa caminhada: se alguém não nos pede razão da nossa fé (1Pe 3.15), ou demonstra aversão em ouvir o anúncio do evangelho, não deveríamos perder tempo, jogando pérolas aos porcos (Mt 7.6). Às vezes, literalmente, perdemos tempo com pessoas assim por causa do orgulho ou da soberba do nosso coração que acha ter o poder de dissuadir alguém, levando-o à salvação e com isto ganhando méritos aos olhos de Deus.
Quando o escritor de Hebreus inicia seu texto inspirado, ele não perde tempo tentando provar nada do que disse, apenas declara: Deus falou, e isto é mais do que suficiente para chamar a atenção dos crêem para aquilo que ele propõe revelar, a saber, que Jesus é a final, plena e suficiente revelação de Deus aos homens desde o momento que as eras foram iniciadas.
Outra implicação importante desta tese/afirmação é que a verdade de Deus sempre se fez conhecida num processo revelacional que culminou na encarnação do Filho de Deus, por isso se diz: “Antigamente Deus falou... Nestes últimos dias nos falou no Filho”. Então, segundo o escritor de Hebreus, nós não conhecemos a verdade plena de Deus mediante um único texto, mesmo das Escrituras, mas mediante o estudo acurado do processo revelacional escriturístico que culmina na revelação de Jesus.
Este ponto é extremamente importante para nós que desejamos conhecer a Deus e fazer sua vontade, pois o que vemos no meio evangélico atual é um conhecimento de Deus e de seu Filho baseado em revelações místicas e personalistas que ignoram totalmente a linha clara da revelação progressiva das Escrituras que culmina em Jesus. É gente que alega ter estado com Cristo e o anunciam dizendo coisas bizarras e desonrosas à santidade dele, do tipo: “ele é demais; ele é um gato” (Baby do Brasil, numa entrevista ao Jô Soares). São muitas as declarações que se fazem a respeito de Jesus, sua pessoa e obra, e que não encontram amparo nenhum na clara linha revelacional progressiva das Escrituras.
Jesus não é uma figura religiosa que nasce do nada, de uma elucubração humana ou fanatismo religioso de um homem (e.g. Inri Cristo); também não se apresenta como a verdade (“Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, Jo14.6), apresentando credenciais personalistas; também não reivindica divindade baseado em uma experiência mística, pois não são seus milagres que atestam ser ele o próprio Deus, visto que muitos curandeiros eram conhecidos na época de Jesus como também o são em nossos dias.
Jesus se revela como a plena revelação de Deus aos homens por meio de uma linha clara, verificável, da revelação progressiva tal como a encontramos nas Escrituras Sagradas. Por isso, ele não teme dizer: “Examinai as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5.39).
Tudo o que Jesus é e tudo o que ele ensinou está em plena concordância com o falar de Deus por todas as eras, em todas as gerações; tudo o que Jesus é e tudo o que ele ensinou revelam a plenitude de tudo aquilo que as Escrituras falaram sobre Deus e sua vontade aos homens ao longo de todas as eras, em todas as gerações.
Não somente podemos saber, como também podemos reconhecer, quem é Jesus porque Deus nos deixou de forma clara a revelação de sua Palavra em todas as eras. Não é sem razão que o escritor de Hebreus, ao falar sobre a fé, discorre sobre o tema desde a criação passando por Abel, os patriarcas, Moisés, os israelitas em Canaã e termina apontando para os leitores de seu sermão (capítulo 11). Ou seja, tudo o que de Deus podemos saber foi registrado para que tivéssemos plena certeza da verdade de Deus. E tudo o que podemos saber sobre Jesus, foi registrado em todas as eras para que pudéssemos discernir quem ele é.
Considerando este ponto, que líder-fundador de qualquer religião que proponha nos levar a Deus tem um lastro tão grande de testemunho sobre sua vida? Novamente, o estudo das religiões comparadas nos ajuda muito, pois nelas vemos que a idéia de profecias que apontavam para algum messias libertador, de um povo oprimido, sempre existiu. Todavia, ao contrário das profecias sobre Jesus, tais profecias pagãs eram restritas a um período, não tendo elas mesmas lastros de veracidade, além de anunciar um messias redentor da opressão específica de um povo (e.g. o filme Highlander), nunca uma redenção global e cósmica, conforme vemos na pessoa de Jesus.

Retomando a primeira afirmação/tese da revelação final, plena e suficiente que Deus faz em Jesus, lembramos que isto é possível porque Deus sempre fez conhecida a sua palavra que culmina em Cristo. Mas antes de chegar nesta conclusão, o escritor de Hebreus traça uma segunda tese: deus sempre fez conhecida a sua palavra por meio de um modus operandis claro: nos pais, pelos profetas. Verificaremos isto no próximo sermão, permitindo o Senhor.

Airton Williams

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

TEXTO - CONHECENDO A JESUS PARA UM VIVER RENDIDO A DEUS E MOLDADO POR SUA IMAGEM REVELADA EM CRISTO 3

CONHECENDO A JESUS PARA UM VIVER RENDIDO A DEUS E MOLDADO POR SUA IMAGEM REVELADA EM CRISTO 

 Hebreus 1.1-4 1. Antigamente, muitas vezes e de muitas formas, Deus falou aos pais, pelos profetas. 2. Nos dias finais, nos falou no Filho a quem constituiu herdeiro de todas as promessas que Deus havia prometido ao seu povo, por meio de quem, também, criou o universo. 3. Ele, que é resplendor da glória e expressão exata de Deus, sustentando todas as coisas com sua palavra de poder, depois de realizar o rito de purificação dos pecados,assentou-se à direita da Majestade nas alturas. 4. Assim, ele se tornou tão superior aos anjos, quanto é mais excelente o nome que recebeu.

Jesus: a plena revelação de Deus aos homens .

 1. Antigamente, muitas vezes e de muitas formas, Deus falou aos pais,
 pelos profetas. 2. Nos dias finais, nos falou no Filho

INTRODUÇÃO

 Em nossa última análise sobre o conhecimento de Jesus, tivemos a oportunidade de examinar a dinâmica do nosso conhecimento por meio do texto do evangelista Marcos, no bloco narrativo que compreende o capítulo 8.22 à 10.52. A partir da história de dois cegos, vimos como somos conduzidos, naquele texto, a entender nossa situação diante daquilo que declaramos saber sobre Jesus.

Voltando ao texto de Marcos, quando Jesus pergunta quem dizem os homens que sou eu?, é interessante observar as respostas: João Batista, Elias e algum dos profetas. O que estas respostas têm um comum? Todas apontam para o ofício profético de Cristo.

Naquela época, havia uma crença de que o messias esperado de Israel seria um profeta. Assim, neste sentido, as respostas não estavam erradas. Todavia, falhavam de forma grave quando compreendiam que este era todo o mistério que envolvia a pessoa do messias, tornando-o semelhante a qualquer outro grande profeta na história de Israel.

Observe que isto não é diferente do que costumamos ouvir nos dias atuais. Em várias religiões e crenças pessoais, Cristo não passa de uma espécie de profeta ou líder espiritual iluminado. Assim o vêem os muçulmanos, espíritas e as demais religiões, incluindo o próprio judaísmo atual.

Mas como dissemos, a expectativa profética não era de todo errada. Agora, por que esta expectativa profética em torno do messias? Primeiramente, isto estava ancorado nas profecias e teologia do Antigo Testamento que haviam determinado que um dos sinais de reconhecimento messiânico seria o ofício profético, conforme ensinara Moisés em Dt 18.15: “O Senhor teu Deus te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás.”

Mas creio que a razão principal da expectativa em torno do ofício profético pode ser vista na necessidade que os homens, em todas as eras, têm de ouvir uma clara direção de Deus para a sua vida. Isto se pode ver em todas as religiões por meio de seus videntes, profetas, adivinhos e afins. Observe que isto não é uma questão restrita a Israel e nem ao cristianismo. É da essência dos homens a sensação de estarem desorientados num mundo tão confuso, com tantas disparidades e complexidades, onde o bem e o mal não parecem coisas fáceis de se discernir. Disto, nasce a necessidade de alguém que fale com autoridade em nome de Deus e torne clara a verdade da vida.

Um exemplo claro disso temos em Mateus 7.28,29, quando após proferir o “Sermão do Monte”, o evangelista narra a reação das multidões que o ouviam, dizendo: “Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; porque ele ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas”.

É neste contexto de anseio por se ouvir a voz de Deus e sua clara orientação para a vida que surge a figura do profeta, alguém que fala em nome de e com autoridade de. Uma vez que esta figura é instituída pelo próprio Deus, entende-se que nada há de errado com o conceito e nem com a necessidade. E não somente as multidões que cercam Jesus nos evangelhos o vêem assim como assim também nos apresenta Jesus, inicialmente, o escritor de Hebreus. Segundo o escritor sagrado,

 1. Jesus é a plena revelação de Deus aos homens. 

O entendimento deste ponto é essencial ao texto de Hebreus, pois como já vimos, a comunidade cristã a quem se destina o escrito era, indiscutivelmente, constituída de judeus de formação helênica que haviam crido que o messias esperado da redenção de Israel era Jesus. Todavia, eles se deparavam com o problema do ofício sacerdotal, pois as profecias veterotestamentárias apontavam como outro sinal de reconhecimento messiânico o sacerdócio do messias, e olhando para Jesus e sua obra, seria difícil reconhecer o cumprimento deste ofício visto que:

• Ele não era sacerdote conforme a prescrição da lei judaica, pois: a) Jesus não pertencia a uma família de sacerdotes, nem mesmo à tribo selecionada para o serviço do culto; b) na série ascendente de separações rituais, Ele se encontrava no degrau mais baixo, o do povo.

• Seu ministério não era sacerdotal (no antigo sentido da palavra), sendo muito mais uma continuidade da ação dos profetas (proclamação da Palavra e anúncio da próxima intervenção divina).

• Jesus se colocou claramente na linha da tradição profética. Nos Evangelhos vemos sua ação contra a concepção ritual da religião: pouca importância às preocupações de pureza ritual (Mt 9.10-13; 15.1-20); recusa em valorizar de forma absoluta o preceito do repouso sagrado, o dia de Sábado, em detrimento do seu semelhante (Mt 12.1-13; Jô 5.16-18; 9.16); rejeição do antigo modo de santificação (compare Os 6.6 e o ensinamento de Jesus em Mt 9.13), que incluía afastamento e inclusão dos impuros, enquanto Cristo não somente ensinava como praticava o acolhimento dos piores tipos de pecadores considerados em sua época e sociedade (e.g. o bandido que estava ao seu lado na cruz e que foi perdoado segundo Lucas 23.39-43).

Assim, a vida e o ministério de Jesus tomaram um rumo totalmente diferente do que se esperava quanto ao sacerdócio. Como, então, insistir na idéia de que ele seria o messias esperado da redenção de Israel? De onde o cristianismo tirava esta conclusão que parecia tão absurda à luz das Escrituras?

Se compreendermos este ponto, a introdução do livro, cap. 1.1-4, se torna elucidativa para nós. Onde repousava a verdade sobre o sacerdócio messiânico? Qual a fonte de autoridade para descrição e afirmação do sacerdócio de Jesus?

 Estas indagações levam o autor de Hebreus a iniciar sua obra com uma afirmação categórica: a plena revelação de Deus, seu Ser e Sua vontade, repousam no Filho. 

Porém, é interessante observar como ele conduz a argumentação do texto para este ponto. Ao contrário de inúmeras religiões, e mesmo movimentos messiânicos dentro do judaísmo primitivo e neotestamentário, o escritor sagrado não parte para a conclusão da plenitude da revelação em Cristo Jesus a partir de alguma defesa mística ou personalista, como é próprio de tantas religiões.

No caso da revelação mística temos exemplos claros em várias religiões. Como ilustração, tomemos dois casos: o islamismo e o mormonismo. No primeiro caso, temos a experiência mística de Maomé no deserto que alega ter sido visitado por um anjo que lhe revelou a verdade sobre Allá. A partir daí, ele começa sua cruzada para evangelizar os povos árabes e, posteriormente, o mundo de infiéis (ou seja, todos aqueles que não concordavam com a revelação recebida e que o instituía como último profeta legítimo para o mundo).

No segundo caso, temos o mormonismo que também nasce de uma experiência mística de Joseph Smith, que por coincidência também tem um anjo que lhe revela a mensagem verdadeira de Deus que estava perdida. Tal mensagem da origem ao livro de Mórmons.

Em ambos os casos, uma experiência mística é determinante para o surgimento da religião e sua verdade. O problema é que tais experiências não podem ser atestadas de fato. E quando olhamos para seus profetas ficamos com sérias dúvidas da veracidade do que ensinaram por causa do tipo de vida que levaram, com graves pecados sexuais que foram redimidos a partir do novo ensinamento que os justificava.

Considerando a revelação que nasce do personalismo, podemos mencionar o budismo e a Seicho-no-ie. No primeiro caso, a fé budista não nasce de uma verdade descoberta numa experiência mística de Siddartha Gautama, Buda. Ela nasce de sua leitura e interpretação da vida que o cercava. Seu sucesso posterior depende do seu personalismo, ou seja, da imagem que ele comunicava às pessoas e seus seguidores posteriores, cercada de um enlevo espiritual. Sua personalidade foi a chave de sua religião.

A mesma coisa se pode dizer do surgimento da Seicho-no-ie, cuja figura central é Masaharu Taniguchi, descrito por seus seguidores como um homem de profundo amor e compaixão pela humanidade. Nisto já se percebe a força de sua personalidade e a razão da verdade repousar em seus ensinamentos.

A revelação plena de Deus em Cristo não está ancorada em alguma experiência mística experimentada por Jesus que o tenho levado a algum tipo de entendimento de ser ele algum ser especialmente chamado para uma missão; também não está ancorada no personalismo de sua santidade, piedade e sabedoria. Ou seja, para o escritor de Hebreus a resposta sobre a verdade em torno do sacerdócio e do messianismo não encontram resposta em Jesus por ser ele Jesus, mas porque ele é o ponto final, pleno e suficiente de um processo histórico salvífico de revelação iniciado muito antes dele mesmo, Jesus. Daí porque o escritor sagrado diz: “antigamente Deus falou...”

Desde o início de sua criação, o Senhor já falava direcionando tudo para o seu Filho bendito, e assim, a verdade que se encontra em Jesus não dependia de provas místicas nem mesmo de uma personalidade forte e convincente. Bastava olhar para o registro da revelação que vinha desde o Antigo Testamento até encontrar em Cristo sua plena revelação. É por isso que após a ressurreição, o Senhor Jesus passou a mostrar, claramente, como toda a Escritura (ou seja, o Antigo Testamento naquele momento), dava testemunho dele (Lc 24.32;44).

Na construção de seu argumento para estabelecer que Jesus é a revelação final, plena e suficiente de Deus aos homens, estando nele toda a verdade sobre todas as coisas, inclusive o ponto de entendimento do seu próprio sacerdócio, o escritor de Hebreus traça uma linha consistente com várias teses. Assim, examinemos cada uma delas a partir da próxima exposição.

Airton Williams

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

VÍDEO - CONHECENDO A JESUS PARA UM VIVER RENDIDO A DEUS E MOLDADO POR SUA IMAGEM REVELADA EM CRISTO 3

Amados Irmãos, este vídeo foi gravado durante o Culto do dia 07 de Fevereiro de 2016, ministrado pelo Pr. Airton Williams, em Hebreus 1.1-4 . Ele faz parte do estudo que é nosso desafio espiritual para o ano de 2016.

ATÉ QUANDO OS INSENSATOS ODIARÃO O CONHECIMENTO 2

Amados, este vídeo foi gravado durante o Culto de Estudo, ministrado pelo Pr. Airton no dia 03 de Fevereiro de 2016. Este vídeo continua nosso estudo sobre Provérbios, Capítulo 1, versículos 20 a 33.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

VÍDEO - CONHECENDO A JESUS PARA UM VIVER RENDIDO A DEUS E MOLDADO POR SUA IMAGEM REVELADA EM CRISTO 2

Amados Irmãos, este vídeo foi gravado durante o Culto do dia 31 de Janeiro de 2016, ministrado pelo Pr. Airton Williams, em Hebreus 1.1-4 . Ele faz parte do estudo que é nosso desafio espiritual para o ano de 2016.

ATÉ QUANDO OS INSENSATOS ODIARÃO O CONHECIMENTO?

Amados, este vídeo foi gravado durante o Culto de Estudo, ministrado pelo Pr. Airton no dia 27 de Janeiro de 2016. Este vídeo continua nosso estudo sobre Provérbios, Capítulo 1, versículos 20 a 33.

TEXTO - CONHECENDO A JESUS PARA UM VIVER RENDIDO A DEUS E MOLDADO POR SUA IMAGEM REVELADA EM CRISTO 2

Amados, mais uma vez estamos disponibilizado o texto do sermão ministrado, no dia 31 de Janeiro de 2016, pelo Reverendo Williams. Em breve disponibilizaremos o vídeo desta pregação.

 CONHECENDO A JESUS PARA UM VIVER RENDIDO A DEUS E MOLDADO POR SUA IMAGEM REVELADA EM CRISTO

 As dimensões do conhecimento de Jesus

Hebreus 1.1-4 1. Antigamente, muitas vezes e de muitas formas, Deus falou aos pais, pelos profetas. 2. Nos dias finais, nos falou no Filho a quem constituiu herdeiro de todas as promessas que Deus havia prometido ao seu povo, por meio de quem, também, criou o universo. 3. Ele, que é resplendor da glória e expressão exata de Deus, sustentando todas as coisas com sua palavra de poder, depois de realizar o rito de purificação dos pecados,assentou-se à direita da Majestade nas alturas. 4. Assim, ele se tornou tão superior aos anjos, quanto é mais excelente o nome que recebeu. 


INTRODUÇÃO

 Os evangelistas Mateus, Marcos e Lucas nos narram uma ocasião em que Jesus, no cumprimento do seu ministério, perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens que sou eu” (Mc 8.27).

 É interessante observar que em todas estas ocasiões a pergunta é feita dentro do contexto de narrativas de discipulado, o que implica dizer que tão importante quanto aprender de Cristo e andar com Ele, é saber quem, de fato, Ele é. 

No Evangelho de Marcos isto fica bem evidente. Ali, a partir do capítulo 8.22 até o capítulo 10.52, temos um bloco narrativo que demonstra a importância da questão. Este bloco inicia com a cura de um cego (8.22) e termina com a cura de outro cego (10.52), o que, na exegese bíblica, chamamos de inclusio, um recurso redacional que visava não somente servir à delimitação do discurso (estabelecendo seu início e fim), como também apontar para a tônica da mensagem que se seguiria por meio das narrativas que seriam entrelaçadas. 

Este bloco inicia com uma cura intrigante, realizada em dois atos. Diante do Senhor estava um cego, trazido pelas pessoas. Jesus o toma pela mão e o leva para fora da aldeia e aplica-lhe saliva aos olhos. Em seguida pergunta: “Vês alguma coisa?” ao que ouve como resposta: “Vejo os homens, porque como árvores os vejo, andando” (v.23,24).

A seguir, o Senhor lhe põe a mão sobre os olhos e termina a cura, de tal forma que o homem cego, agora, podia ver tudo claramente, distinguindo de modo perfeito. 

A grande questão diante desta cura é: por que tal milagre foi realizado em dois atos? O Senhor Jesus já havia realizado outros milagres de forma direta sem precisar deste recurso. A resposta aparece no decorrer das narrativas do bloco, pois no seu enredo vemos a questão que perpassa todo o discurso, as dimensões do conhecimento de Jesus

Após este milagre, Jesus pergunta aos seus discípulos: “Quem dizem os homens que sou eu” (v.27). As respostas foram, “João Batista”, “Elias”, “algum dos profetas” (v.28), o que indicava que as pessoas, ou as multidões, ainda que estivessem perto do Senhor, eram incapazes de reconhecer quem Ele realmente era. Ou seja, elas estavam na condição do cego no início do bloco, perto, porém sem condições de enxergar quem, de fato, estava diante deles. 

Esta é a condição real e a dimensão exata do conhecimento de muitas pessoas nas igrejas cristãs sobre quem é Jesus. Observe que não estou me referindo aos ímpios que vivem na devassidão do pecado. Estes não têm condições nenhuma de saberem quem é, de fato, Jesus. Por isso, esnobam, desprezam, ridicularizam a fé cristã. São homens e mulheres tolos que um dia, na morte, se depararão com o grande tribunal da sua verdade, pois será na hora de sua morte que as verdades que controlaram a sua vida se manifestarão como verdadeiras ou falsas.

A história do primeiro cego e seu estado primário nos revela a condição de muita gente que está próxima a Cristo, podem ouvir a sua voz, podem perceber seu poder, podem se maravilhar com seus ensinos e, todavia, continuam cegas, sem saber diante de quem estão. Assim, quando argüidas sobre quem é Jesus, suas respostas se mostram pobres, destituídas de entendimento real. Às vezes, suas respostas apenas repetem jargões evangélicos, chamando-o de “Salvador”, “Senhor” (este título é muito usado pela Igreja Universal do Reino de Deus e a Igreja Local de Witness Lee), “Filho de Deus”, etc. Todavia, ainda que suas respostas estejam corretas, não fazem a menor idéia do que estão falando. 

Muitos cristãos acabam usando os títulos atribuídos a Cristo como uma forma de rito mágico: “Em nome de Jesus de Nazaré, eu ordeno...”, “Jesus é o Senhor...”, “Eu te repreendo em nome do Filho do Deus vivo...”. Mas quando questionamos o significado destas palavras, frases, a pessoa fica confusa ao responder porque não tem entendimento do que disse. Tais pessoas se assemelham a papagaios que aprendem a balbuciar sons sem nenhum entendimento. Assim, se mostram como pessoas cegas. 

Como parte da cegueira, tais cristãos só conseguem dimensionar o Cristo pertinente às suas imaginações e elucubrações. Um pessoa que seja cega de nascença não consegue formar a imagem de algo que tentamos descrever, pois tal figura ou imagem nunca lhe foi apresentada. Assim, depende de sua imaginação para tornar concreto aquilo que não conhece. Assim, muitos cristãos, sem Cristo, formulam imaginações sobre quem Ele é a partir de seus corações corruptos, enganosos, e acabam transformando as descrições sobre Jesus em imagens do falso Cristo, um Cristo segundo a pecaminosidade de seus corações. 

A descrição do cego em seu estado primário nos alerta para o fato de muitas pessoas que se dizem cristãs estarem longe de compreender quem é o Senhor Jesus, e mesmo estando na igreja, encontrarem-se totalmente perdidas, condenadas ao inferno, pois ainda que estivessem tão perto do salvador, não foram capazes de crer e compreender. 

Diante da constatação da cegueira do povo, Jesus se volta para os discípulos, que também andavam com ele, estavam próximos, já haviam escutado várias de suas mensagens, e lhes pergunta: “Mas vós, quem dizeis que eu sou” (v.29a). Então Pedro, líder daquele grupo, lhe responde: “Tu és o Messias” (v.29b). Jesus assinala que a resposta de Pedro estava certa. Ele estava vendo! Então, o Senhor passa a instruí-los sobre a necessidade de sua paixão, morte e ressurreição (v.31), ao que o mesmo Pedro, que havia feito a afirmação correta sobre quem era Jesus passa a repreendê-lo por causa daquele ensino (v.32). O que aconteceu?! Por que Pedro reagiu daquele jeito?! Pedro havia entendido quem era Jesus apenas conceitualmente; ele na conseguia compreender a dimensão e as implicações de chamar o Senhor Jesus de Messias. À exemplo do cego do início do bloco, no primeiro ato de cura, Pedro enxergava, mas não claramente, ele não conseguia “distinguir de modo perfeito”. 

Tomando como padrão narrativo os discursos da paixão, morte e ressurreição (8.31; 9.30-32; 10.32-34), Marcos nos mostra que todos os discípulos, até mesmo os mais próximos, que viram coisas inefáveis (Pedro, Tiago e João), falharam em reconhecer, claramente, quem era aquele com quem andavam há 3 anos. Eram cegos parcialmente curados. 

No caminho, outro personagem aparece, um jovem rico que parecia saber o que dizia quando declarou: “Bom mestre”. Mas quando colocado à prova, vê desmoronar sua declaração a despeito de todo o conhecimento que possuía da lei de Deus. Mais um cego que via parcialmente. 

Estes exemplos de cegos parciais nos mostram a triste realidade daqueles que entregaram suas vidas para caminharem com Cristo motivados por um entendimento parcial e/ou equivocado de quem é Jesus. Suas declarações eram teologicamente corretas; não há razão para desconfiar de que não entendiam do que falavam (os discípulos já caminhavam há três anos com o Senhor; o jovem rico era um estudioso da lei de Deus). Todavia, apesar de serem pessoas capazes de descrever com fidelidade bíblica suas afirmações, eram pessoas incapacitadas de compreender as implicações profundas para o seu discipulado. 

Vemos muitos cristãos em nossos dias que agem desta mesma forma. Possuem uma sólida formação doutrinária, às vezes teológica e exegética, mas todo o seu conhecimento apenas alimenta o seu entendimento e os enche de orgulho e soberba pessoal. O que aprenderam de Cristo não foi suficiente para um viver rendido a Deus de suas vontades, se apegando aos seus dogmas pessoais e/ou eclesiásticos sem que necessariamente haja conferência com as Escrituras. São pessoas caracterizadas por belos discursos, mas vazias da experiência da fé requerida pela Palavra de Deus. 

O bloco encerra com o cego de Jericó (10.46-52). Ao contrário do primeiro cego, ninguém o leva a Jesus, e quando clama, a multidão manda que se cale (10.48); ao contrário do primeiro cego, ele tem uma declaração sobre Jesus: “Filho de Davi”, um título messiânico tão forte quanto “o Messias”, afirmado por Pedro; ao contrário do jovem rico, atende prontamente o chamado do Senhor deixando tudo o que tinha, sua capa (v.50); ao contrário de Tiago e João, não busca poder ou posição no reino de Cristo (10.35-37), apenas a dignidade de ser humano por meio da restauração de sua vista (v.51); e ao contrário de todos que pareciam enxergar, mesmo curado, decidiu seguir Jesus “estrada fora” (v.52), o que lhe levaria ao caminho da paixão, morte e ressurreição do Senhor (10.33,34, comparado com 11.1). Este cego é a demonstração visível do último estágio de cura do primeiro cego: ele estava vendo claramente quem era Jesus, e por isso, o seu caminho era o caminho do seu Senhor. 

O que aprendemos, de forma resumida, neste bloco de Marcos, é que a multidão é cega. Ela não consegue reconhecer quem é Jesus mesmo que esteja ao seu lado. Também aprendemos que há muitas pessoas que andam com Cristo, na comunidade da fé, que são capazes de fazer declarações corretas sobre Jesus, são capazes de compreender, ensinar e mesmo praticar questões morais da lei de Deus, e mesmo assim não vêem corretamente quem é Cristo. 

De acordo com o bloco narrativo de Marcos, o verdadeiro discípulo não é aquele que é capaz de ver parcialmente, mas aquele que vê claramente, que consegue “distinguir de modo perfeito”. Isto implica não somente numa declaração correta sobre quem é Jesus, mas também numa vida coerente com a declaração que se faz. Neste caso, isto veio de quem menos se podia esperar: um cego, mendigo, sentado à beira do caminho. 

Esse bloco narrativo de Marcos nos ajuda a situar as dimensões do conhecimento de Cristo no livro de Hebreus, pois a indagação: Quem dizem o povo que sou eu? se faz presente ali, nos conflitos comunitários que aqueles irmãos viviam. 

 Situando o texto de hebreus 

O texto de Hebreus foi escrito, por divina revelação do Santo Espírito, a fim de instruir irmãos que estavam passando por um momento difícil de sua fé. Eram judeus, de formação grega, que haviam crido em Jesus como o Messias esperado. Mas que agora estavam sendo questionados em sua fé. Seria Ele, Jesus, de fato, o Messias esperado? Eles não estariam errados ao acreditarem em alguém que parecia não cumprir os requisitos para o messianato, visto não haver vínculos entre sua descendência humana com a descendência sacerdotal? 

Diante destes e de outros questionamentos pertinentes ao sacerdócio de Jesus, o escritor de Hebreus decide escrever para dar certeza da fé que aqueles irmãos haviam abraçado. Por isso, é interessante que ele inicie a sua obra fazendo 8 afirmações sobre quem é Jesus, sendo 1 afirmação subtendida e 7 afirmações descritivas, a saber: 

1. Jesus é a plena revelação de Deus aos homens
2. Jesus é o Filho
3. Jesus é o herdeiro de todas as coisas
4. Jesus é o executor da criação do universo
5. Jesus é o resplendor da glória e expressão exata do ser de Deus
6. Jesus é o sustentador de todas as coisas existentes
7. Jesus é o sacerdote da purificação dos nossos pecados
8. Jesus é o exaltado nas alturas

Este é o roteiro que o texto nos apresenta para o conhecimento de Cristo que nos faça render nossas vidas a Deus a fim de sermos moldados à imagem de Jesus. Meu desejo é que sejamos contados com o cego que viu plenamente quem era o seu Senhor e o caminho da morte e da vida que lhe foi proposto.

Pr. Airton Williams

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

FILHOS DA LUZ

Amados, este vídeo foi gravado durante o sermão do dia 24 de Janeiro de 2016, ministrado pelo Irmão Higino, em Efésios 5.8.

PODE O CRISTÃO SER SALVO, SE SUICIDAR-SE?

Amados, este vídeo foi gravado durante a Escola Bíblica Dominical da Comunidade Cristã Permanecer em Águas Claras, Pr. Airton foi convidado a falar sobre este temo, no dia 24 de Janeiro de 2016.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

TEXTO - CULTO DE ANO NOVO

irmãos, este texto refere-se ao que foi ministrado durante o sermão do Culto de Ano Novo, que foi gravado e está disponível aqui no Blog.

 CONHECENDO A JESUS PARA UM VIVER RENDIDO A DEUS E MOLDADO POR SUA IMAGEM REVELADA EM CRISTO

 Hebreus 1.1-4 1. Antigamente, muitas vezes e de muitas formas, Deus falou aos pais, pelos profetas. 2. Nos dias finais, nos falou no Filho a quem constituiu herdeiro de todas as promessas que Deus havia prometido ao seu povo, por meio de quem, também, criou o universo. 3. Ele, que é resplendor da glória e expressão exata de Deus, sustentando todas as coisas com sua palavra de poder, depois de realizar o rito de purificação dos pecados,assentou-se à direita da Majestade nas alturas. 4. Assim, ele se tornou tão superior aos anjos, quanto é mais excelente o nome que recebeu. 


 INTRODUÇÃO 

Anualmente, dia 31 de Dezembro, véspera da virada de ano, nossa igreja é desafiada, biblicamente, a viver, no ano que se inicia, uma vida agradável a Deus. Assim, como pastor desta igreja, escolho um texto bíblico que tenha sido relevante para a minha vida e que entenda, por meio de oração e observação da vida de nossa comunidade, que seja importante compreendermos e aprofundarmos no ano nascente, buscando, sempre, uma vida que espelhe a glória de Deus. Estes sermões duram meses, e, às vezes, o ano todo. 

Ao longo destes últimos anos, venho expondo desafios espirituais práticos, cujos textos sagrados são bem claros e diretivos. Todavia, neste final de ano de 2015, buscando discernir nosso desafio para 2016, me deparei com uma situação inusitada: temor e medo. Temor, porque expor as Escrituras Sagradas requer extremo compromisso com a verdade de Deus, sob pena de conduzir o Seu povo ao engano e ser punido, severamente, pelo próprio Deus por anunciar mentiras em seu nome (1Co 3.10-17). 

Agora, o mais surpreendente para mim foi o medo. De muitas maneiras tentei fugir do tema que estava claro em meu coração, diante de Deus, que deveria ser exposto. Várias vezes, tentei mudar o assunto. Bastava algo diferente acontecer na igreja, ou uma situação de aconselhamento bíblico, que eu pensava ter entendido errado sobre o que deveria pregar. Todavia, sempre que ia examinar os novos textos bíblicos, meu coração se entristecia porque eu sabia estar fugindo.

 Esta fuga me levou à necessidade de examinar, com sinceridade, meu coração a fim de compreender porque tanta relutância. Este exame foi mais triste ainda para mim, pois vi em meu coração algumas questões que, sinceramente, não gostaria. 

 Vi, por exemplo, que o assunto que palpitava em meu coração não era por si só palpitante para a maioria esmagadora dos cristãos em nossos dias; e como tenho a fama de pregar sermões acalorados, estes novos sermões desafiariam e colocariam em xeque minha eloqüência para empolgar os membros de nossa igreja. Que triste foi ver isto em mim, pois ali estava um homem tolo que, de alguma forma, acreditava que sua eloqüência era importante para tornar conhecida a vontade de Deus. 

Também descobri que meu medo brotava da constatação da minha ignorância pessoal sobre o tema. Na verdade, sou capaz de falar sobre os vários tópicos que envolvem o assunto, mas todos de forma superficial. E agora, estes sermões não somente exigiriam mais estudos exegéticos, como também profunda reflexão sobre sua aplicabilidade em nossas vidas, visto não serem, por si só, sermões sobre a prática da vida cristã, mas sobre fundamentos para um viver piedoso. Então, ao examinar este meu medo, me vi diante da tolice humana de querer aparentar para outros um domínio sobre tudo o que a Bíblia diz. Como não tenho domínio da matéria, me vi temeroso de demonstrar minha superficialidade diante da igreja e ouvir comentários negativos sobre as exposições. Ali estava eu, novamente, lidando com meu orgulho, com minha pseudo intelectualidade desafiada. 

Por fim, descobri que meu medo também brotava da minha incapacidade de pensar sobre questões práticas sobre o tema. Vinha-me à mente uma situação hilária que vivi nos tempos dos meus estudos teológicos no Seminário Presbiteriano do Sul, em Campinas-SP, quando expondo um texto no sermão de prova, alguns colegas gozadores levantaram um cartaz para mim que dizia: “E daí?”. Senti o medo de terminar os sermões e ver na face de cada membro da igreja a mesma pergunta. Assim, me vi, mais uma vez, diante do orgulho, tendo a necessidade de ser admirado pela exposição feita.

Por estas razões, antes de começar a introdução do nosso desafio espiritual, decidi confessar tais pecados, para que meu coração fique em paz diante de Deus, de que me submeti à mensagem que o Santo Espírito requereu que expusesse ao longo de 2016. Tenho certeza que este será um tempo para aprendermos juntos. Tenho entendido minha própria necessidade de compreender melhor as perguntas: Quem é Jesus? E, o que isto significa para a minha vida prática?

Esta inquietação em torno desta pergunta teve início há alguns anos atrás quando li o livro “Cristianismo sem Cristo”, de Michael Horton, cuja a principal preocupação é o novo retrato de Cristo e da mensagem do Evangelho que tem sido ensinados na igreja evangélica hodierna, tão distante do ensino bíblico. A atual igreja cristã, que deveria ter seus fundamentos e sua práxis espelhada em Cristo, parece tê-lo deixado de fora dos seus cultos e seus serviços. 

Outro livro impactante, que a poucos anos atrás me desafiou a pensar sobre o tema, foi “Falsa Identidade”, de Peter Jones, onde nos mostra que apesar de usarmos o nome Jesus, com certeza a fé cristã não tem falado do verdadeiro Cristo, mas de uma réplica falsa, sem valor, prostituída, do nosso redentor. 

Harold Bloom, um importante crítico literário americano, expressou suas observações sobre a religiosidade americana em seu livro The American Religion, onde afirmou algo assustador, porém, verdadeiro, infelizmente: “O Cristo do século 21 já não é realmente nem mesmo uma pessoa histórica distinta, mas tornou-se uma experiência pessoal para o cristão americano, muito claramente para os evangélicos” (p.25). 

Como bem descreveu Horton, nesta busca pela experiência com o Cristo pessoal em detrimento do Cristo histórico, “Jesus tem sido vestido como um CEO, treinador de vida, guerreiro de cultura, revolucionário político, copiloto, companheiro de sofrimento, exemplo moral e parceiro na realização de nossos sonhos pessoais e sociais” (p.21) 

Estas leituras, e algumas constatações que tenho feito como professor de teologia, pastor e conselheiro, me fizeram ver a relevância do tema. Tenho ouvido, assustado, perguntas do tipo:

 - “O senhor sabe o sobrenome de Jesus?” Então respondo: ele não tinha sobrenome. E ouço a réplica: “como não? Parece que o senhor não lê ou não entende a Bíblia! O sobrenome dele é Cristo”. Outra vez me disseram que o sobrenome dele era “Nazareno”. 

Numa outra ocasião ouvi, estarrecido, uma senhora católica, culta, me dizer que não entendia porque tínhamos problemas com a adoração à Maria, e a nossa insistência no Solus Christus, visto que Jesus era apenas um homem. Olhei para aquela mulher, minha amiga, e lhe disse que Ele era o Filho de Deus, a que ela me respondeu: “Sim, um filho de Deus como eu e você o somos”. 

Ao longo dos anos tenho ouvido ensinos blasfemos sobre Jesus saindo da boca de crentes, que dizem conhecê-lo, tais como: “ele era um homem, e por isso, tinha pecados como nós”; “ele não morreu para nos perdoar os pecados, mas para nos mostrar o caminho para alcançarmos nossa salvação” (Charles Finney); “ele não ressuscitou fisicamente dentre os mortos, mas espiritualmente” (um aluno no programa de missiologia que lecionei). 

Se não bastasse tudo isso, a internet tem propagado mentiras e mais mentiras sobre a pesquisa do Jesus Histórico e, muitos crentes frustrados com sua fé, sua vida, e a mediocridade do seu conhecimento do Senhor, acabam acreditando, sem estudarem com profundidade o que vêem, lêem ou ouvem. Exemplo disso é o documentário “Zeitgeist” que afirma que a identidade de Jesus ensinada nos Evangelhos é uma colcha de retalho de mitos pagãos, principalmente os que se referem a Hórus e Mitra. Tais pessoas não se dão ao trabalho de verificarem as fontes das besteiras que aprendem e saem reproduzindo como verdade a mentira. O mais interessante, neste caso, é que sequer se deram ao trabalho de assistirem outro documentário, feito, de fato, por especialistas da pesquisa do Jesus Histórico, disponível no mesmo Youtube, que desmascara as mentiras de “Zeitgeist” (o nome do documentário é: “Zeitgeist desmascarado”). 

Por fim, ainda tenho que lidar com crentes que se matriculam em faculdades liberais de teologia e que ouvem e aprendem sobre a pesquisa liberal do Jesus Histórico e depois chegam assustados em suas igrejas dizendo: “Mentiram para mim; este Jesus da Bíblia não existe”, e, em seguida, abandonam a fé. E depois, eu ainda tenho que ouvir: “Não estudo teologia porque ela esfria a fé e nos afasta de Deus”. Sou grato a Deus pela existência da SEBI, Sociedade de Estudos Bíblicos Interdisciplinares, onde seus alunos têm aprendido que a teologia que, de fato, é bíblica, não nos esfria nem nos afasta de Deus, antes pelo contrário, aprofunda a nossa fé e a nossa relação com Deus.

Numa época em que proliferam as igrejas neopentecostais que anunciam um falso Cristo; numa época em que mentiras se proliferam atacando o Senhor; numa época em que nosso discipulado não contempla o entendimento do Ser de Cristo; numa época em que somos superficiais sobre as profundas verdades que as Escrituras nos ensinam sobre Jesus; numa época que nos apegamos ao pragmatismo, querendo saber para que serve tal conhecimento, desprezando, com isto, os fundamentos que movem uma prática consistente e agradável a Deus, onde é mais fácil falar sobre o coração, seus conflitos, seus pecados (estes conhecemos bem em nossas próprias vidas, quando iluminados pelas Escrituras Sagradas), fui desafiado por Deus e sua Palavra a sair de minha própria superficialidade, examinar melhor minha confissão em Jesus juntamente com nossa igreja. Sinceramente, ainda estou com medo, mas preciso avançar para um entendimento melhor do meu Senhor: Quem Ele é? Quais as implicações destas verdades para o meu viver diante de Deus? 

Gostaria de lhe oferecer algumas razões para que você não perca esta série de exposições. Primeiro, precisamos lembrar que Jesus é eixo interpretativo da história (Gn 3.15. Quando Adão e Eva pecaram, trazendo a maldição do pecado, Deus nos prometeu um Cristo, ou seja, um messias; alguém que seria enviado para reconciliar o homem e a história com o seu Criador. Por isso, o apóstolo Paulo diz: “...Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo...” (2Co 5.19). Fora de Jesus, a história humana não faz sentido. Nos tornamos como barcos à deriva, em meio à tempestade de um mundo cada vez mais louco e sem direção, sem um porto seguro para atracar. 

Uma segunda razão para nos debruçarmos sobre o conhecimento de Jesus é que Ele é o eixo central da história da salvação, que chamamos na teologia de Heilgeschichte. Fora dele não há salvação para os homens que se encontram perdidos e condenados sob a poderosa ira de Deus. Por isso João nos diz: “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus. 

Uma terceira razão diz respeito à verdade. Vivemos num mundo carente de absolutos. A principal característica da pós-modernidade é o relativismo. Assim, cada um crê no que quer. E este relativismo chegou às igrejas há muito tempo, percebido em frases do tipo: “esta é a sua interpretação”; “a Bíblia tem várias interpretações”, e etc. Quando conhecemos a Jesus, de fato, descobrimos que a verdade não é um silogismo humano, uma especulação aleatória, uma elucubração em torno de sentimentos; quanto mais conhecemos a Jesus, mais clara se torna a verdade para nós, pois Ele é a encarnação da própria verdade, pois disse: “Eu sou a verdade” (Jo 14.6). Assim, conhecer a Jesus significa ter o eixo correto para interpretar as cosmovisões dos nossos dias. 

Uma quarta, e creio que a mais importante, razão para conhecermos a Jesus é que Ele é a certeza de Deus e sua existência para nós. Às vezes, me perguntam: como você sabe que Deus existe? Então respondo: Porque sei que Jesus existe. Não creio nas provas filosóficas da existência de Deus; todas são subjetivas. Já cri, não creio mais, nas histórias sentimentalistas de conflitos com ateus que tentam dizer que você precisa experimentar a laranja para saber se é doce ou azeda; assim, você tem que experimentar Deus para saber se ele existe ou não. Para mim, são argumentos tolos, baseados na religião liberal de Schleiermacher, pai do liberalismo teológico, para quem a religião se reduzia às experiências com o sagrado. Creio que Deus existe porque Jesus existe, e Ele é Deus; não é um mero homem, curandeiro, espírito evoluído, guru ou qualquer outra coisa desta natureza. Ele é Deus de Deus. 

Como todos sabem, minha formação primária é exegética e lingüística. Por causa disso, sou um expositor bíblico. Amo tomar um texto da Palavra de Deus e analisá-lo à exaustão. Todavia, o conhecimento de Jesus extrapola a mensagem de um único texto. Demanda diálogo com áreas afins da teologia, entre elas a Teologia Bíblica e a Teologia Sistemática. 

Assim, nossas exposições sobre o conhecimento de Jesus se darão a partir de Hebreus 1.1-4. Neste ano de 2015, estive três vezes em São Luis-MA expondo a mensagem de Hebreus (e ainda não terminei; devo voltar em Fevereiro de 2016 para concluir, permitindo o Senhor). Na primeira ocasião, introduzi o texto para os irmãos da Comunidade Cristã, liderada pelo nosso irmão Pavão, provavelmente o político mais íntegro que conheci até hoje e que nutri um amor sincero, juntamente com toda a sua família, por Deus e sua Palavra. Esta comunidade é formada por um grupo de irmãos de diferentes igrejas que mensalmente se reúne para estudar a Bíblia, sendo instruídos por professores da SEBI. 

Após fazer a introdução ao Livro de Hebreus, fiz a exposição do capítulo 1, versículos 1 à 4. Foi durante meus estudos desta perícope, ou porção do texto, que me deparei não somente com a profundidade do conhecimento de Jesus, mas também com a profundidade de minha própria ignorância sobre o assunto. 

Naquele momento em que expunha para os irmãos em São Luis esta passagem, tudo casou: minhas inquietações sobre o assunto e o eixo hermenêutico para a compreensão de tão sublime revelação se encontraram. 

Todavia, nenhum texto, por si só, das Escrituras é capaz de revelar todo o conhecimento necessário de Jesus. Por isso, Hebreus 1.1-4 será nosso eixo hermenêutico. A partir desta passagem, e não ela em si mesma, procuraremos aprofundar o assunto destas exposições: Quem é Jesus? 

Nesta curta perícope, temos 8 afirmações (subentendidas e descritas) sobre a pessoa do Senhor Jesus. Assim, a partir de um estudo exegético e teológico (em diálogo com a Teologia Bíblica e a Teologia Sistemática), procurarei responder a indagação central de nossas mensagens, quem é Jesus?, e as implicações práticas para o nosso viver piedoso diante de Deus, o que isto implica para a minha vida prática? 

Peço que orem por mim, pois é um desafio pessoal, diante do qual tenho me colocado diante de Deus com temor e medo. Que o Senhor nos ajude; que seu Santo Espírito nos auxilie nesta tarefa árdua e complexa. Nosso desafio espiritual para 2016? Conhecer a Jesus para um viver rendido a Deus e moldado por sua imagem revelada em Cristo.

Airton Williams

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

MINISTÉRIO GLORIOSO DA PALAVRA

Amados, este vídeo foi gravado durante o Culto do dia 03 de Janeiro de 2016, ministrado pelo Rev. José Roberto, na 2ª Carta aos Coríntios, a partir do Capítulo 2, versículo 14.

CULTO DE ANO NOVO

CONHECENDO A JESUS PARA UM VIVER RENDIDO A DEUS E MOLDADO POR SUA IMAGEM REVELADA EM CRISTO JESUS. 

 Amados irmãos, este é o nosso desafio espiritual para o ano de 2016, durante este ano , Rev. Airton Williams ministrara na Carta aos Hebreus, Capítulo 1, versículos 1 a 4. Esperamos que nosso Senhor nos oriente, nos Ensine e nos mostre os Seus passos, para que possamos segui-lo e viver conforme a sua vontade. Que Deus abençõe a todos nós.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

VIVENDO PARA A GLÓRIA DE DEUS NO DESERTO DA NOSSA VIDA

Amados, este vídeo foi gravado durante o culto do dia 27 de Dezembro de 2015, ministrado pelo Pr. Pedro Antônio, no Salmo 63.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

CULTO DE NATAL

Amados Irmãos, este vídeo foi gravado durante o Culto de Natal de nossa Igreja, ministrado pelo Pr. Dejacir, no dia 24 de Dezembro de 2014, no Evangelho de Lucas, capítulo 2.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

PORQUE SE VIVERMOS EM PECADO...

Amados, este vídeo finaliza nosso estudo sobre Hebreus 10.19-31, nele, Pr. Airton finaliza nosso desafio espiritual para este ano. Este vídeo foi gravado durante o Culto do dia 13 de Dezembro de 2015.

GRITA NA RUA A SABEDORIA...

Amados, Pr. Airton continua o estudo de Provérbios, agora no versículo 20 do capítulo 1.
Este vídeo foi gravado durante o culto de estudo, do dia 09 de Dezembro de 2015.


quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

CULTO AO VIVO

Irmãos, a partir do próximo domingo, dia 13 de Dezembro, voltamos a transmitir nosso culto ao vivo, a partir das 19h. aqui mesmo no blog, no lado direito a um link para a visualização, abaixo da imagem há uma janela onde você pode escrever alguma coisa, caso deseje. Que Deus abençõe a todos, através de Sua Palavra.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

NÃO DEIXEMOS DE CONGREGAR-NOS 3

Amados, este vídeo continua nosso estudo sobre Hebreus 10.19-31, Pr. Airton está quase finalizando nosso desafio espiritual para este ano. Este vídeo foi gravado durante o Culto do dia 06 de Dezembro de 2015.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

REVELAÇÃO NA HISTÓRIA DA SALVAÇÃO



Leitura de Hebreus 1.1-2

Para o Grande Mestre e Amigo Airton Williams[1]



Por muitas vezes, de muitos modos e há muito tempo, Deus, tendo falado aos Pais, nos Profetas, no último destes dias, falou-nos no Filho, o qual constituiu herdeiro de todas as coisas, por meio de quem também fez as eras. (Hebreus 1.1-2)[2]

Não foi pouca a emoção, quando me vi diante do texto, virtualmente original, via FAC-SIMILE, do documento cristão primitivo denominado Hebreus (1.1-2), conforme nos fora transmitido pela tradição textual dos Códices Sinaíticus (melhor preservado e, assim, mais legível), Vaticanus (esse já um pouco deteriorado, mas ainda legível) e Alexandrinus (bastante desgastado e, por isso, pouco legível em algumas passagens). Esses manuscritos gregos do Novo Testamento, datam, respectivamente, do IV e V séculos depois de Cristo, nosso Senhor.

A emoção desse despretenso historiador bíblico e caminhante exegeta se justifica dada a Inspiração Divina desse texto e a riqueza consequente de sua mensagem aos seus leitores originais e, mais ainda, creio eu, a nós hoje.

O único eixo de significado que consigo ver nesse pequeno texto que prefacia a enigmática[3] obra de Hebreus é a Revelação de Deus na e/ou tendo em vista a História da Salvação ou Redenção. O autor tem como finalidade máxima, em sua obra, exaltar a Cristo, o Sumo Sacerdote de uma Nova, Superior e Eterna Aliança, o que ele o faz já desde os inícios de seu tratado (cf.1.1-4), já nas primeiras linhas de seu texto. Descreve a atividade revelatória de Deus de um ponto a outro da história, mostrando Cristo Jesus, seu Filho Eterno (cf.1.5,8), como o ápice dessa mesma, última e definitiva revelação – Deus falou na antiguidade pelos profetas, agora nos fala e/ou nos falou por meio de seu Filho (Jesus).

Com o intuíto de trazer à superfície a mensagem do autor de Hebreus aqui, 1.1-2, sobre o que intitulo Revelação na História da Salvação, ressalto alguns pontos estruturais e/ou formais importantes do texto, como segue.

1. O Sujeito da Revelação

Sem dúvida, o sujeito de todo esse período é Deus, o qual se diz que falara no passado e agora também nos fala hoje. Após sucessivas atividades de sua auto-revelação na antiguidade (1.1)[4], Deus agora se auto-revela de modo peculiar, sem precedentes, e de forma definitiva e/ou completada (1.2a)[5]. Esse Deus que, desde o passado longínquo, se revela aos homens, agora brinda-nos com o clímax de sua manifestação, com fins a redenção dos mesmos. Veja-se que a iniciativa é toda e exclusiva de Deus, de uma ponta a outra da história dessa revelação. Nunca pôde, nem pode jamais ser conhecido e/ou desvelado por iniciativa humana. A menos que ele mesmo, como graciosamente o fez, se revele. Por isso, louvamos a Deus por sua indizível graça de se revelar aos homens e, assim, resgatá-los da eterna condenação.

2. Os Agentes da Revelação

No passado Deus se utilizara de seus profetas (1.1)[6], santos conduzidos por seu Santo Espírito. Homens que serviram como porta-voz de Deus, os quais podiam dizer “Assim diz o SENHOR”. Não obstante a eficiência da agência dessa revelação de Deus no passado, coube ao seu Filho[7] Jesus Cristo o papel de revelador por excelência e em plena perfeição. O que o autor aos Hebreus diz aos seus leitores originais e, consequentemente, a nós hoje é que depois de revelar-se por meio de seus Santos Profetas, Deus decidiu agora se revelar aos homens não mais por representação profética, mas por Filiação, a saber, por meio de seu próprio, eterno e divino Filho, Jesus Cristo. Esse cuja filiação é tão única que lhe cabem por herança, já que não há outro Filho, todas as coisas (1.2b)[8]. Tendo sido ele também o agente de Deus para a criação do Universo (1.2c)[9]. É Jesus, o Filho de Deus, a revelação exata, perfeita e definitiva de Deus Pai aos homens (cf.1.3). Em Jesus Cristo é que devemos ter nossos olhos fitos para ter acesso a Deus e sua redentora revelação (cf.Jo.1.1,14,18).

3. Os Recipientes da Revelação

Outrora foi dada aos antepassados, aos pais (1.1)[10], a revelação progressiva[11] de Deus, desta vez foram os primeiros cristãos (1.2a)[12] e, consequentemente, nós hoje, os recipientes da Revelação de Deus, não mais progressiva, fragmentária, mas completa e definitiva, em Cristo Jesus, seu unigênito Filho. Quão grande é o privilégio que temos, em Cristo, de receber essa majestosa, gloriosa, rica e redentora revelação de Deus por meio do Evangelho. Sem dúvida, nem todos têm sabido apreciar e louvar a Deus por essa “tão grande salvação” (cf.Hb.2.3).

4. O Tempo da Revelação

Essa nova, última e completa revelação de Deus se dá, segundo o autor aos Hebreus, na era messiânica, nos tempos de Cristo, a saber, no Último Dia[13]. Como cumprimento dos tempos salvíficos, em Cristo, Deus, por meio de seu próprio Filho dá aos homens a sua última e definitiva Palavra de Revelação Redentiva. É nessa última hora que Deus fala de modo definitivo[14] e decisivo aos homens. É chegado o fim da história, o fim do mundo, o fim de tudo. E é também aqui que Deus se revela aos homens como caminho de salvação por meio da obra de Cristo Jesus. Estamos, portanto, nos Últimos Dias, por isso e necessário reiterar nas palavras do autor aos Hebreus, “como escaparemos nós se negligenciarmos tão grande salvação?” (Hb.2.3a)

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Denes F. Izidro

Possui graduação em Teologia pela Universidade Luterana do Brasil (1999-2005;2008) e pós-graduação em História do Paleocristianismo pela Universidade de Brasília (2009),sendo Pós-graduando em Antropologia Cultural pela UNIFIL-PR. É também membro pesquisador e docente da SEBI-Sociedade de Estudos Bíblicos Interdisciplinares,em Brasília-DF.Suas principais áreas de interesse e pesquisa são Proto e Paleocristianismo, Teoria da História,Historiografia,História Antiga,Arqueologia do Antigo Oriente Próximo,Antropologia Cultural,Teologia Exegética,Teologia Bíblica,Literatura do Cristianismo Primitivo,Novo Testamento,Jesus Históricos e afins. (Texto informado pelo autor)

  
[1] Esse pequeno artigo pretende ser uma homenagem de gratidão ao meu amigo e sempre mestre na exegese bíblica professor Airton Williams Vasconcelos Barboza, por tudo que fizera, e ainda faz, para me formar um ministro que glorifique a Deus com seus dons e ministério. Obrigado caro amigo e professor.

[2] Essa tradução, de Correspondência Formal, é do autor. Portanto, suas possíveis inexatidões também lhe pertencem.

[3] Nada sabemos sobre a autoria, datação (80 ou 90 d.C.; 68 d.C.?) e destinatários originais desse documento do Novo Testamento. Sua origem é a Itália (cf.13.24), seu objetivo é combater a apostasia e ressaltar a grandiosidade de Cristo como Sumo Sacerdote de uma Nova e Superior Aliança. Para uma interessante e sintética discussão histórica sobre Hebreus, sua natureza e origem, veja MAUERHOFER,Erich.Uma introdução aos Escritos do Novo Testamento.São Paulo:Vida,2010.pgs.484-505; Confira ainda, para uma análise especializada, não obstante panorâmica, a importante obra de um dos maiores estudiosos de Hebreus, Albert Vanhoye,A mensagem da Epístola aos Hebreus.São Paulo:Paulinas,1983.

[4] Polumerw=j kai\ polutro/pwj pa/lai o) qeo\j lalh/saj

[5] e)la/lhsen h(mi=n

[6] o( qeo\j lalh/saj toi=j patra/sin e)n toi=j profh/taij

[7] e)la/lhsen h(mi=n e)n ui(%=

[8] o(\ e)/qhken klhrono/mon pa/ntwn

[9] di )ou(= kai\ e)poi/hsen tou\j ai)w=naj

[10] o( qeo\j lalh/saj toi=j patra/sin

[11] Polumerw=j kai\ polutro/pwj pa/lai o) qeo\j lalh/saj

[12] e)la/lhsen h(mi=n e)n ui(%=

[13] e)p )e)sxa/tou tw=n h(merw=n tou/twn


[14] e)la/lhsen h(mi=n

publicado em: www.sebi.com.br

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

SITE DA IGREJA



http://www.iccrbrasilia.com/

Irmãos, foi criado um site para a igreja, estamos implementando, mas já está disponível, esperamos que você acesse e seja abençoado. Obrigado ao Senhor que tem despertado Seus filhos para esta obra.


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

BUSCANDO A DEUS E ENCONTRANDO PLENA SATISFAÇÃO PARA VIDA

Amados Irmãos, este vídeo foi gravado durante o Culto do dia 29 de Novembro de 2015, ministrado pelo Pr. Pedro Antônio no Salmo nº 63.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

HOMEM DE DORES



Daisy Alves Artigos

26/11/2015

Por todos os cantos a terra geme. Seus habitantes, atônitos, pranteiam. Violência, guerra, terrorismo, perseguições, injustiças, ódios, tramas, soberba, corrupção, ardis, fuzis, bombas… dores.

As reações são as mais diversas: indiferença, comoção, revolta. Os que sofrem estão abatidos com angústia de alma, talvez uma sensação de abandono ou de desalento.

Uma pergunta é inevitável: “Até quando, Senhor?”

Incrédulos refutam: “Será que o Senhor está vendo? Será que Ele se importa?”

– Sim, Ele vê e também sente! Ele conhece a aflição, ouve o clamor.

Há mais de dois mil anos Jesus Cristo, o Filho de Deus, se fez homem – Homem de dores[1] – como bem o descreveu Isaías, 700 anos antes da crucificação. Santo, sem pecado, viveu num mundo deformado e conviveu com pecadores – uns de coração ensinável; outros, legalistas, obstinados, incrédulos e opositores. Foi humilhado e tentado, porém sem pecar. Seus sofrimentos não se restringiram às últimas horas anteriores à morte na cruz. Ele sofreu durante toda a sua encarnação e depois morreu, mas também ressuscitou para que tivéssemos vida e vida em abundância. Como Ele o fez?
Primeiro dispôs-se a deixar seu trono de glória para esvaziar-se, tomando a forma de servo[2] – Ele que é um com o Pai. E tornou-se obediente até a morte, e morte de cruz[3].

O caminho da obediência foi para Ele, ao mesmo tempo, um caminho de sofrimento. Ele sofreu com as repetidas investidas de Satanás, com o ódio e a incredulidade do Seu povo, e com a perseguição dos Seus inimigos. Visto que Ele pisou sozinho o lagar, a Sua solidão só tinha que ser deprimente e o Seu senso de responsabilidade, esmagador. Seu sofrimento foi um sofrimento consagrado, e cada vez mais atroz, conforme o fim se aproximava. O sofrimento iniciado na encarnação chegou finalmente ao clímax na passio magna (grande paixão) no fim da Sua vida. Foi quando pesou sobre Ele toda a ira de Deus contra o pecado[4]

  
Inocente, se fez culpado. Autor da vida, mas derramou sua própria vida pelos eleitos. Justo, mas crucificado entre criminosos, como se fora um deles. Escarnecido, porém perdoador.

Jesus Cristo nasceu não apenas para ensinar e curar. Ele teve que suportar sofrimentos escandalosamente intensos. A Palavra testifica: “Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar…”[5].

O pecado dos primeiros pais e, consequentemente, de toda a humanidade trouxe sobre toda a natureza um estado de maldição e juízo. O homem tornou-se escravo do pecado, impossibilitado de salvar a si mesmo. Deus não tinha obrigação de salvá-lo, mas Ele o fez e por sua graça. Por um só homem veio a morte, mas o misericordioso Deus nos proveu grande salvação.

Para cumprir cabalmente sua grandiosa missão, Jesus nasceu em uma pequena cidade em vez de um grande centro urbano; repousou entre animais numa estrebaria, não em um palácio; na mais tenra infância foi considerado uma ameaça, tornando-se forasteiro no Egito. Passado o perigo inicial, retornou a Israel e foi morar em Nazaré, que parece ter sido uma localidade desprezada pelos judeus, a julgar pelo comentário de Natanael: “Pode haver coisa bem vinda de Nazaré?”[6]

Tão logo atingiu a idade pré-estabelecida por Deus, iniciou seu ministério. Mas, a partir de então, Ele não tinha onde reclinar a cabeça. Esteve sujeito a uma série de situações adversas: escapou das mãos dos seus opositores algumas vezes; ainda que tenha se compadecido de multidões, foi odiado; ao fazer o bem, foi injuriado. Até mesmo foi taxado de “peste”, “promotor de sedições entre todos os judeus, por todo o mundo e chefe da seita dos nazarenos”[7]. Conforme predisse Isaías, Ele de fato foi “desprezado e o mais rejeitado entre os homens”.

A cruz estava nos planos divinos desde a eternidade, desde a nossa pré-história[8] porque, sendo onisciente, Deus viu que o homem cairia, mas nosso misericordioso Deus não seria pego de surpresa, antes, planejou a salvação. Para tanto, seria necessária a voluntariedade de Jesus – Ele que é a causa, o conteúdo e a manifestação da graça de Deus. Jesus – o Homem de dores – se fez homem para tomar o nosso lugar e receber a punição a que nenhum homem subsistiria. Somente Ele tem os atributos, santidade e características favoráveis para se entregar, morrer, ressuscitar e vencer o pecado e a morte.

Ainda que tenha vivido em sua divina humanidade entre nós, “não teve por usurpação ser igual a Deus”[9] Renunciou aos privilégios inerentes à sua pessoa e status, ao realizar o auto sacrifício num gesto de amor sem igual.

“F. F. Bruce interpreta corretamente essa questão, quando escreve: Não existe a questão de Cristo tentar arrebatar, ou apoderar-se da igualdade com Deus: ele é igual a Deus, porque o fato de ele ser igual a Deus não é usurpação; Cristo é Deus em sua natureza. Tampouco existe a questão de Cristo tentar reter essa igualdade pela força. A questão fundamental é, antes, que Cristo não usou sua igualdade com Deus como desculpa para autoafirmação, ou autopromoção; ao contrário, ele a usou como ocasião para renunciar a todas as vantagens ou privilégios que a divindade lhe proporcionava, como oportunidade para auto empobrecimento e auto sacrifício sem reservas”[10].


O sangue de touros e bodes jamais poderia tirar os pecados, mas o sangue do Filho seria singular, abrangente, vivificador, suficiente.

Nós, crentes ou incrédulos, não podemos avaliar nem mesmo minimamente o quanto Jesus sofreu durante sua humanidade. Temos a tendência pecaminosa de sempre achar que a nossa dor é a maior de todas, que ninguém pode entender o que passamos. Mas Jesus sabe, porque Ele sentiu em si mesmo, tanto a dor física quanto a espiritual. E de forma tão brutalmente intensa como ninguém.

Antes de ser preso, o Homem de dores sentiu em sua alma uma angústia sem par e até mesmo suou sangue quando orou no Getsêmani. “Sua pele ficou empalidecida, suas pupilas se dilataram, seus músculos se enrijeceram e ele começou a tremer durante toda a noite”[11].

Frederick Zugibe – médico legista e escritor – explicou o que se passou no organismo de Jesus: “o sistema nervoso, uma vez acionado, fez o fluxo sanguíneo desviar-se das regiões periféricas para o cérebro. Batimentos cardíacos e respiração estavam acelerados”. Ele sabia que era apenas o começo de horas de tortura.

Logo após sua prisão foi violentamente açoitado por soldados romanos (117 golpes, já que o chicote tinha três pontas). As pontas do açoite tinham objetos de metal, lascas pontiagudas de osso e lâminas que dilaceraram sua carne com possível laceração no baço e no fígado. Nas horas seguintes “houve um vagaroso acúmulo de fluido (efusão pleural) ao redor de seus pulmões, causando dificuldades na respiração”[12].

Pesquisadores asseveram que Jesus – o Homem de dores – não recebeu uma coroa de espinhos, mas um capacete de espinhos. Ramos de nervos da cabeça foram feridos, o que provocou “dores lancinantes”. Como se não bastasse, bateram em sua cabeça com uma cana ou uma vara, de modo que os espinhos penetraram no couro cabeludo e aumentaram a tortura.

Na etapa seguinte da paixão, amarraram nos ombros de Jesus Cristo a parte horizontal de sua cruz (cerca de 22 quilos) e penduraram em seu pescoço o “título” (em grego, “crucarius”), placa com o nome e o ‘crime’ cometido. Seguiu-se então uma caminhada de cerca de oito quilômetros. A distância percorrida até o Gólgota era particularmente difícil devido ao escárnio, humilhação e rejeição dos espectadores que acompanhavam a via crucis. Somente inimigos do Estado ou marginais perigosos eram condenados à morte por crucificação. O forte calor do sol e o peso da barra transversal nos seus ombros irritados, bem como a condição em que o Homem de dores se encontrava após tantos traumas físicos, causaram-lhe intensa fraqueza e tontura, de modo que ele tropeçasse e caísse.

A essa altura as vestes de Jesus já estavam grudadas nas feridas de seu corpo, devido ao sangue coagulado resultante do açoitamento. Evidentemente que, ao chegar ao local da crucificação, suas vestes devem ter sido abruptamente arrancadas de seu corpo provocando grandes surtos de dor. Os romanos eram cruéis na arte de torturar.

Crucificado, Jesus ainda suportou mais agonia. Não podia relaxar o corpo sem sufocar. Era todo sofrimento. Não havia parte sã na sua carne, pois “…ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar…”.

No clímax desta história de humilhação e sofrimento, Deus derramou sobre Cristo a ira que nós merecemos e aceitou o sacrifício vicário substitutivo para que nós, os pecadores, pudéssemos ser justificados. O clamor de Jesus Cristo ecoou no mundo para que se confirmasse que Deus é santo e Ele não admite permanecer na presença do pecado. Jesus se fez pecador em nosso lugar, daí a pungente exclamação: “Eloí, Eloí, lamá, sabactani? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”[13] As palavras de Jesus são tiradas diretamente do Salmo 22:1, escrito cerca de 1000 anos antes. A maior parte deste salmo é uma profecia do sofrimento que Jesus suportaria na cruz.

Depois, sabendo Jesus que todas as coisas já estavam consumadas, inclinando a cabeça, “entregou o espírito”[14].

Para confirmar sua morte, um soldado perfurou-lhe o lado. A lança feriu o átrio direito do coração de Jesus, que teria se enchido de sangue. Uma maciça efusão pleural já se fazia presente. O rápido e violento movimento da lança teria liberado o sangue e a água.

Na cruz, pela água e pelo sangue vertidos, Deus deixou-nos a seguinte mensagem: Jesus nos purificou, ele é a água da vida, seu sangue nos lavou dos pecados. E Jesus não veio apenas para morrer em nosso lugar. Ele foi o Homem de dores, que conhece a nossa estrutura e as nossas aflições. Mas também veio para vencer o pecado, a morte e o diabo, através de sua morte e ressurreição.

“e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz; e, tendo despojado os principados e potestades, os exibiu publicamente e deles triunfou na mesma cruz”[15]

O homem natural não entende o por quê de tanto martírio. Somente aquele que nasceu de novo pode desfrutar e entender a grandiosa obra da salvação.

Jesus Cristo viveu como um de nós; foi tentado e humilhado, mas não pecou. E em sua natureza divina, sacerdote da ordem de Melquisedeque, ofereceu a si mesmo em favor de muitos, e sabe compadecer-se dos pecadores.

O conhecimento de Deus faz com que possamos entender que sozinhos tudo fica muito difícil. Jesus ensinou: “Sem mim, nada podeis fazer” (Jo. 15:5). Quanto mais nos aproximarmos de Deus, mais forças teremos para lutar e superar as adversidades, mais coragem diante dos sofrimentos, nossos e de outros, neste mundo tenebroso. Nossas aflições não são grandes. Grande é o nosso Salvador.

Disse Jesus: “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”[16].

Martin Lloyd-Jones escreveu sobre a crucificação de Jesus: “Saiba que não fomos nós que levamos o Filho de Deus até a cruz. Foi o próprio Deus. Foi por seu propósito predeterminado e presciência”[17].

“Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus!

Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!”[18]
O Homem de dores viu o fruto do seu trabalho e ficou satisfeito. Nasceu, sofreu e morreu por mim e por você.

O Homem de dores triunfou! Que verdade gloriosa! Seu túmulo está vazio. Ele vive! Podemos ter certeza: Ele é o socorro bem presente na hora da angústia. Não tema, Ele cumpre sua promessa: “eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”[19]

Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade!



[1] Is 53:3
[2] Fp 2:7
[3] Fp 2:8
[4] BERKHOF, Louis. Teologia sistemática. Tradução de Odayr Olivetti. 3. ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2009, p. 310
[5] Is 53:10
[6] Jo 1:46
[7] Atos 24:5
[8] PARANAGUÁ, Glênio Fonseca. Cruz credo! O credo da cruz. Londrina: IDE, 2002, p. 22
[9] Fp 2:6
[10] F. F. Bruce in http://hernandesdiaslopes.com.br/2009/04/a-humilhacao-e-a-exaltacao-de-cristo/#.VijLB5M0O_g
[11] ZUGIBE, Frederick T. A crucificação de Jesus: as conclusões surpreendentes sobre a morte de Cristo na visão de um investigador criminal, 2ª ed. São Paulo: Ideia & Ação, 2008.
[12] Zugibe, p. 36
[13] Mc 15:34
[14] Jo 19:28-30
[15] Cl 2:14, 15
[16] Jo 16:33b
[17] LLOYD-JONES, Martin A mensagem da cruz: o caminho de salvação de Deus. 1ª ed. Brasília: Palavra, 2009, p. 79
[18] Rm 11:33
[19] Mt 28:20



Daisy Alves é divorciada e mãe de Jaqueline Aves e Arthur Alves. Aposentada como Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental do Governo do Distrito Federal. Conselheira na equipe de conselheiros bíblicos da Sebi – Sociedade de Estudos Bíblicos Interdisciplinares, com treinamento pelo NUTRA – Núcleo de Treinamento, Recursos e Aconselhamento Bíblico (SP) – 2014 e pela ABCB – Associação Brasileira de Conselheiros Bíblicos (SP) – 2012-2015.

Professora da Sebi – Sociedade de Estudos Bíblicos Interdisciplinares; Pós-Graduação Latu Sensu em nível de Especialização em Aconselhamento Bíblico, pela Faculdade Mauá de Brasília/Sebi – 2013; Bacharel em Teologia pela Faculdade Faifa, Ministério Fama – 2012; Bacharel livre em Teologia/Cum Laude, pela Associação Multiministerial Ebenézer – 2011; Curso Intensivo de Capelania Evangélica, OCEB – Ordem dos Capelães Evangélicos do Brasil – 2011; Inglês Instrumental para Teologia pela SEBI – 2011; Inglês nível 3A, COPLEM – Cooperativa de ensino de língua estrangeira moderna – 2008; Oratória: A arte de falar em Público, SENAC/DF – 2008; participou do 1º Seminário de Religião para Jornalistas e Líderes Evangélicos, na Igreja Batista Central de Brasília – 2007; Treinamento em Estratégias de Relações Públicas pela Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda do DF, Instituto de Desenvolvimento de Recursos Humanos e SENAC/DF – 2000; Instrutor de Informática, Centro de Informática de Brasília – 1997; participou do I Fórum de Plantas Medicinais do Distrito Federal e Entorno, Secretaria de Meio Ambiente, Ciências e Tecnologia do Distrito Federal – 1996; participou do I Congresso Brasileiro de Medicina e Terapias Naturais, Instituto Médico Seraphis e Nova Acrópole do Brasil (DF) – 1994; Curso de Introdução à Homeopatia (06 h) pelo Instituto Médico Seraphis e Nova Acrópole do Brasil (DF) – 1994; Curso de Extensão universitária em História Afro-Brasileira, pela UNB – Universidade de Brasília (Decanato de Extensão – Departamento de História) – 1988; Bacharel em Comunicação Social – Jornalismo, pela Sociedade Unificada de Ensino Superior Augusto Motta (RJ) Atual Universidade Augusto Motta – 1980; Comunicação Oral – Ministério da Educação e Cultura – Serviço de Radiodifusão Educativa – Rádio MEC (RJ) – 1980; Inglês nível 2 pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ – 1979.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

NÃO DEIXEMOS DE CONGREGAR-NOS 2

Amados , este vídeo foi gravado durante o culto do dia 22 de Novembro de 2105, ministrado pelo Pr. Airton Williams no livro de Hebreus, Capítulo 10, versículos 19 ao 31.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

NÃO DEIXEMOS DE CONGREGAR-NOS

Amados , este vídeo foi gravado durante o culto do dia 15 de Novembro de 2105, ministrado pelo Pr. Airton Williams no livro de Hebreus, Capítulo 10, versículos 19 ao 31.